sábado, 28 de abril de 2012

poesia bilingue


NOTTE
Non chiedere alla luna perché brilla,
Non chiedere alle stelle perché oggi si nascodono...
Non chiedere al tempo perché passa.
 Soltando l'Universo potrá risponderti
se saprai ascoltare il Suo silenzio!


NOITE
Não pergunte para lua o porquê ela brilha,
Não pergunte as estrelas os porquês hoje se escondem...
Não pergunte ao tempo o porquê ele não para.
Somente o Universo terá a resposta.
Quando saberás escutar o Seu silêncio!

Elisa


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Trabalho de formiguinha

O povo paulista, no seu corre-corre diário para o trabalho,
parecem formigas carregando alimento para o próximo inverno.
Eles saem de casa de madrugada e voltam tarde da noite.
Muitos pais só trabalham e não têm tempo para curtir os filhos.
A vida das pessoas em uma cidade grande é muito difícil, principalmente para criar os filhos.

Dolores

Hai Kai

A lua minguante
Brincando de esconde-esconde
Correndo das nuvens

Segui o aroma
Atravessando o jardim
Esqueci de mim

Neste espaço estrelas...
Mutirão do infinito
Suspirando paz

Célia
Achei um espetáculo de sabedoria e curiosas ideias criadas através de pessoas com vontade de viver  
e passar energias positivas.Fomos orientadas por professoras do Sesc que gentilmente nos orientaram como entrar nos  blogs da  terceira idade, e criar o nosso próprio na internet. Como somos inexperientes faremos um treinamento que espero fará um sucesso e grande destaque competindo com os já existentes.

Antonia


Alice e Glorinha

Alice




Antônia e Célia
Divina
Elisa e Divina
Glorinha

Elisa

Que saudades daqueles tempos


No silêncio da noite
Em meu quarto tento escrever alguma coisa
Mas o cansaço e o sono não me deixam pensar

Quando a saudade bate no peito não é fácil
Saudade da minha infância
Dos tempos de criança

Quando andava de pés no chão
Morava na roça, que saudade daqueles tempos
Das festas juninas, da fogueira de São João

Tempo bom que não volta mais
Saudade da minha casinha velha 
De portas e janelas fechadas só com tramela

Não tinha muro, nem cerca elétrica, nem cadeado
Só um cercado de arame farpado

Ainda me lembro do fogão de lenha da comida da minha vó
Do pão assado na folha de bananeira no forno de barro
Que saudades daqueles tempos

Dolores
Flávia e Dolores

Divina e Elisa


Dolores, Célia e Antônia

Meu lourinho...



Meu papagaio era verde e amarelo e se chamava Louro...
Como meu dia ficava alegre quando, ao me levantar, pela manhã, recebia seu alegre: “Louro quer café!” Eu fazia o café, ele pegava sua canequinha e bebia com gosto, dizendo: “Obrigado manhê!”
Mas nem sempre era educado assim... Adorava falar palavrões que aprendera num boteco de onde viera. E quando ficava nervoso ou com fome, não limitava o linguajar: “Menino, f. d. p., Louro tá com fome!”
Ele falava muito, sabia o nome das crianças, só falava "Menino" quando estava com raiva, gostava de cantar A jardineira... repetia tudo que ouvia...Não sei se era inteligência ou boa memória...Parecia gente... Vivia solto e um dia fugiu, indo parar numa árvore do quintal do vizinho e lá do alto, desafiava: “Vem, vem pegar o Louro!”.
O Louro alegrava a casa e as crianças, até que um dia pegou uma  doença e nenhum tratamento conseguiu combatê-la. E o Louro morreu... foi uma tristeza e uma choradeira sem fim. Nós o colocamos numa caixinha e o enterramos no quintal. As crianças iam colocar flores no seu túmulo, até que com o tempo, acabaram se esquecendo. Mas eu me lembro dele, com saudade, até hoje. Eu era muito apegada a ele, era meu amigo, pude então sentir a dor da perda... Depois disso evitei-me apegar a animais para não ter que passar, de novo, por uma perda tão sofrida!
 Edina

Uma árvore, plantada à beira de um riacho, suas folhas estavam sempre verdes e seus frutos saborosos. Outras árvores não dão frutos mas estão sempre floridas.
E ainda tem para nos alegrar, o cantar dos pássaros.
Também os animais, que vêm ao riacho se banhar.
Por isso devemos preservar a natureza e agradecer a Deus.
Deus nos dá a luz do sol, a luz da lua e das estrelas, a terra e a água, sem cobrar nada.
Só precisamos preservar a natureza.

Dolores

Célia e Edina


sábado, 21 de abril de 2012

Pedaços de mim



Eu e os meus: Um reino!
Monarca, sem súditos nem castelo
Extravagante lhe parece
Majestade sem império, morada!

Perscrutando as suas posses:
Imensa fortuna se constata
Mas, qual que o seu tesouro?!
Inexistem moedas...ouro!

Adotouse, pelos dotes, aferir poder
Maioral o que tem potes cheios
Mas, em conta o que deixa pleno
Não será a quem amemos?

Que perseguem as gentes?
O amor, que tudo enaltece, engalana
Na sua consecução tudo adstringe
Este vence, sobressai garboso!

Assim, insígne inquiridor
Sou pelo... sou amando
Governador, imperador, rei
Meu cedro? – Raynara!!!

Marco Antônio









Glorinha

Ficamos velhos quando paramos de sonhar



            “Ter idade não significa ser velho”. Concordo plenamente com esse parágrafo, pois acabei de ler um artigo do jornalista Francisco Simões, sobre esse assunto. Ele pesquisou, fez entrevistas e coloca suas experiências pessoais sobre o assunto do envelhecimento. Ele não concorda com algumas mensagens colocadas na internet que falam que ser velho significa renunciar ao divertimento e se afastar de atividades, nada disso; precisa ter atividades, sonhos, e sem se exceder em bebidas e comidas e com exercícios físicos. No limite da idade pode-se ir longe nos anos vindouros com uma boa cabeça. Onde tem um corpo são o cérebro funciona e vice-versa! Certo que nem todos podem ter essa sorte, mas precisa tentar e olhar com positividade os anos futuros quando já chegamos aos 70 anos ou mais para frente, a vida pode continuar ótima com alegria, só depende de nós.
            Uma pessoa pode se tornar velha com apenas quarenta anos, as razões que levam a isso podem ser uma aposentadoria antecipada, uma doença inesperada que levam em alguns casos a depressão e podem conduzir a pessoa a um envelhecimento precoce. Conheci um senhor que aposentou com quarenta e cinco anos de serviço e se entregou ao descanso... Começou a frequentar o bar perto da casa dele, lendo o jornal, tomava cerveja, seja de manhã que de tarde... Era a única atividade dele. Depois de poucos anos adoeceu de cirrose hepática. Veio a falência ainda jovem. Infelizmente aposentou da vida, escolheu o envelhecimento precoce.
            O certo seria, quando aposentar de um trabalho de mais de trinta anos, não aposentar da vida, precisamos procurar logo, outras atividades. Talvez aquela que nunca conseguimos fazer por falta de tempo. Com certeza temos sonhado com viagens em lugares que ainda não conhecemos, aprender uma nova língua, frequentar cursos de maneira prazerosa e, sobretudo ter bons amigos com os quais sair de casa sem estressar, mas com prazer. Ter sempre alguma atividade que nos preencha o dia é muito bom para envelhecer saudável e com bom humor. Nos dia de hoje é fácil achar tudo isso, só depende de nossa boa vontade. Iremos longe sem perceber, curtindo a vida de maneira saudável.
            Eu felizmente consegui fazer tudo isso e aqui na entidade do SESC, aqui  temos tudo que precisamos para um envelhecimento saudável. Além de cursos com diferentes atividades, dependendo dos gostos de cada pessoa. Temos divertimento, amizades sadias, atividades físicas e palestras direcionadas à saúde, alimentação, tudo isso, conduzidos por profissionais competentes da área da terceira idade.
            Tenho muitas amigas mais idosas do que eu que são exemplo de vitalidade para mim, e se Deus permitir, gostaria de acompanhar as pegadas delas, pois estou seguindo-as a pouca distância... 
            Elisa Alderani

Arte na vida


Viver é como qualquer trabalho bordado, podendo ser simples de fazer, complicado de resolver.
Se a linha aplicada estiver muito esticada repuxa e pode dar nós. Com capricho e bom gosto, entram todos os pontos.
Explorando cores na formação dessa arte milenar, todo cuidado para que a beleza passe a florescer, usando toda criatividade, dentro do espaço, colocando o domínio nos meios produzindo afeto e capricho.
Com todos esses caracteres presentes, com baixo custo, sendo portátil, dando prazer e lazer. Garanto que a apresentação notória nos levando a outras culturas, regiões e países.
Viajando pelas linhas, desfiando meados e novelas, contando ponto por ponto desses trabalhos, afloram-se lembranças da infância como as de “artes naif”, seus traçados são retângulos, quadrados, sextavados circulando algo de perto e de longe assim, tecer a mandala de luz que é a passagem pela vida!
Célia Silli

Copa do mundo


Esta é uma magia que acontece a cada quatro anos e envolve nosso coração de esperança. Mas de certa forma somos convencidos por termos conquistado o título de “Treta Campeões” do mundo.
Com tamanho convencimento nos esquecemos de aprimorar a técnica, enquanto outros times da Europa há tempos vem trabalhando este teor.
Na Copa de 1950 foi uma grande decepção: bastava o empate para soltar o grito de vitória o que não ocorreu. Perdemos a Copa, os brasileiros estiveram em luto por muito tempo, quanta tristeza.
Hoje a mídia noticia a falta de confiança. Na próxima disputa aguardamos com a mesma confiança, aconteça o que acontecer, contamos que a sorte nos favoreça!
 Célia Silli

Ler as nuvens

Todos os finais da noite, antes de me deitar, gosto de sair na sacada e observar a rua, o jardim da praça e, sobretudo o céu. Hoje observei tudo de maneira diferente das outras noites. Estava cansada de ficar sentada no computador. Na parte da tarde terminei de ler um artigo interessante na Revista que levei para casa depois da oficina de jornal no SESC. Continuei desfolhando-a e encontrei um assunto muito interessante com o título ”Nuvens” que me chamou atenção. Li por inteiro, e fiquei sabendo que existe uma ciência chamada “Nefelomancia”. A palavra Nefelomancia é de origem grega, pois “Nefen” significa nuvem, “Mancia” significa adivinhar.
Estrabão, um cientista e filosofo grego, escreveu um livro na época da Grecia antiga, sobre esta ciência. Nunca foi traduzido, porque a língua moderna o tornaria sintético. A língua Grega antiga, na declinação dos verbos tem o “dual” que significa somente dois, nós temos o plural “nós” que pode significar também muitas pessoas.  As nuvens devem ser observadas sempre pelas duas pessoas: o interessado de saber o futuro e o Nefelomate que irá decifrar o significado das formas e falar dos acontecimentos futuros. 
Automaticamente, ao sair na sacada, fiquei olhando o céu, e sem ter nas mãos o manual de Estrabão, que me explicasse o significado das formas das nuvens, tentei com minha intuição adivinhar como será meu dia de amanhã...
No céu muito escuro, mas sereno, tinha no horizonte uma barreira espessa de nuvens em linha reta, mas na frente delas tinha uma grande e fofa nuvem com o formado de tartaruga gigante, para cima dela, outra nuvem com formado de pássaro. Esse tinha um enorme bico e garras bem visíveis, seguia com as asas abertas; dava a impressão de querer agarrar a tartaruga a qualquer instante. A imagem estava bem nítida em minha leitura de Nefomante principiante...
Depois dessa leitura, segundo o que tinha lido no artigo, meu futuro dia será uma reta programada, bem preguiçosa na parte da manhã, mas no decorrer do dia as horas serão roubadas com muitas atividades... A leitura das nuvens precisa ser rápida, pois o vento logo desfaz as formas levando-as ao longe.
Olhei de novo a rua deserta, a praça iluminada, o céu e depois das minhas considerações noturnas, fiquei satisfeita de minha descoberta sentindo-me uma “Nefelomante” perfeita.
Afinal brincar com as formas das nuvens será sempre uma brincadeira curiosa...

Elisa Alderani

sexta-feira, 20 de abril de 2012







Detalhes...
Detalhes





Seu Marco, com Gabi
Antônia, orientada por Flávia
Dolores e Antônia

Hoje tivemos uma experiência interessante na sala de computação do SESC, pois conectamos blogs diferentes direcionados para terceira idade.  
A professora Flávia e Gabriela nos ensinaram com muita paciência e muita competência sobre como entrar na internet e passear nos vídeos interessantes que apareciam na tela do computador. Me diverti bastante e aprendi mais sobre como usar com eficiência essa misteriosa máquina que pertencia a modernidade.  Quando nós nascemos não tinha nada disso, agora nossos netos já nascem com essas facilidades de comunicação, para eles é muito mais fácil aprender, pois é tudo tão natural,  ao contrário de nós idosos que demoramos mais para aprender, pois como meu filho fala, temos medo da máquina... 

Elisa


Venho participar da Oficina Revista Virtual, encontro este  que proporciona várias expectativas, conto com a sublime ajuda de todos os mestres. A grade de ensino consta: blogs/fotos/documentários/textos etc. Para maior divulgação deste trabalho vamos utilizar dados de vários artistas brasileiros e internacionais. 

Glorinha


Achei um pouco complicado mas não é impossível  porque ninguém nasceu  sabendo. 
Pretendo continuar tentando pois sou  teimosa e vou até o fim. 
Dolores Masson
O blog "Idade Criativa" é uma produção do SESC Ribeirão Preto, parte das atividades do Trabalho Social com Idosos. Coordenado por Gabriela Zauith e Flávia Ferreira, o objetivo é fazer da internet um instrumento de socialização e aprendizagem de novas habilidades. A turma da terceira idade, que já produz textos, contos, poesias, jornais e entrevistas agora vai experimentar um novo meio de comunicação: a internet - que tem tudo a ver com eles: conteúdo, experiência e acima de tudo uma maneira especial de usufruir do tempo. É um universo atemporal, que congrega passado e presente. O futuro é agora. Parabéns Marco, Elisa, Antônia, Glorinha e Dolores.
Gabi Zauith
É com prazer que apresentamos o blog "Idade Criativa", da turma da terceira idade do SESC Ribeirão Preto.  Fotos, vídeos, textos, poesias... A produção é eclética e os temas são variados. Acompanhem de perto e divirtam-se!
Gabi Zauith