Todos os finais da noite, antes de me deitar, gosto de sair na
sacada e observar a rua, o jardim da praça e, sobretudo o céu. Hoje observei tudo de maneira
diferente das outras noites. Estava cansada de ficar sentada no computador. Na parte da tarde terminei de ler um artigo
interessante na Revista que levei para casa depois da oficina de jornal no
SESC. Continuei desfolhando-a e encontrei um assunto muito interessante com o
título ”Nuvens” que me chamou atenção. Li por inteiro, e fiquei sabendo que
existe uma ciência chamada “Nefelomancia”. A palavra Nefelomancia é de origem
grega, pois “Nefen” significa nuvem, “Mancia” significa adivinhar.
Estrabão, um cientista e filosofo grego, escreveu um livro na época da Grecia
antiga, sobre esta ciência. Nunca foi traduzido, porque a língua moderna o
tornaria sintético. A língua Grega antiga, na declinação dos verbos tem o
“dual” que significa somente dois, nós temos o plural “nós” que pode significar
também muitas pessoas. As nuvens devem
ser observadas sempre pelas duas pessoas: o interessado de saber o futuro e o
Nefelomate que irá decifrar o significado das formas e falar dos acontecimentos
futuros.
Automaticamente,
ao sair na sacada, fiquei olhando o céu, e sem ter nas mãos o manual de
Estrabão, que me explicasse o significado das formas das nuvens, tentei com
minha intuição adivinhar como será meu dia de amanhã...
No céu muito
escuro, mas sereno, tinha no horizonte uma barreira espessa de nuvens em linha
reta, mas na frente delas tinha uma grande e fofa nuvem com o formado de
tartaruga gigante, para cima dela, outra nuvem com formado de pássaro. Esse
tinha um enorme bico e garras bem visíveis, seguia com as asas abertas; dava a
impressão de querer agarrar a tartaruga a qualquer instante. A imagem estava
bem nítida em minha leitura de Nefomante principiante...
Depois dessa
leitura, segundo o que tinha lido no artigo, meu futuro dia será uma reta
programada, bem preguiçosa na parte da manhã, mas no decorrer do dia as horas
serão roubadas com muitas atividades... A leitura das nuvens precisa ser
rápida, pois o vento logo desfaz as formas levando-as ao longe.
Olhei de novo a rua deserta, a praça iluminada, o céu e depois das minhas considerações noturnas, fiquei satisfeita de minha descoberta sentindo-me uma “Nefelomante” perfeita.
Olhei de novo a rua deserta, a praça iluminada, o céu e depois das minhas considerações noturnas, fiquei satisfeita de minha descoberta sentindo-me uma “Nefelomante” perfeita.
Afinal brincar
com as formas das nuvens será sempre uma brincadeira curiosa...
Elisa Alderani

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